(O estado da BD em Potugal)
Hoje termina esta série de artigos, cujos capitulos anteriores anteriores arquivados em Evoluir ou Morrer.
Capítulo 07: Conclusões
Na última década o mercado da BD em Portugal sofreu várias alterações, que mudaram completamente o modo como este funcionava e os seus intervenientes.
Nessa década o aspecto mais negativo foi o desaparecimento da BD dos quiosques, contudo houve umas aspecto muito positivo, surgiram novas editoras o que aumentou a variedade e diversidade do material disponivel nas livrarias.
O futuro da BD passa por aí, sendo necessário que esse mercado seja aproveitado, e acima de tudo existe a necessidade urgente de as editoras se habituarem a conviverem num mercado plural e competitivo. É que o tempo em que existia uma só editora a dominar o mercado terminou e não voltará a existir. Actualmente existem várias editoras no mercado, e a tendência é que o número aumente com o surgimento de pequenas editoras, ou projectos um pouco mais ambiciosos.
Para o mercado continuar a suportar esta diversidade é necessário rever práticas actuais, e procurar soluções para captar novos públicos.
A divulgação da BD em Portugal é praticamente inexistente, o pouco espaço que havia nos jornais foi desaparecendo, e para voltar a surgir, será necessário existir um mercado estável com uma ritmo de edição regular.
A grande ferramenta de comunicação e divulgação que é a internet continua a ser mal aproveitada, e o surgimento de blogs sobre BD é na sua maioria feito por apreciadores de BD estrangeira, que a consomem na língua original. A maioria dos que escrevem na net sobre BD por pessoas que não tem formação jornalística. A razão porque os “jornalistas” abdicaram da BD é preocupante, mais preocupante só o facto de os actuais aspirantes a jornalista não terem vontade, ou desejo, de analisar e divulgar a BD. Existem projectos sobre música, cinema e outras áreas, mas na banda desenhada, a maioria continua a ser feito mais de boa vontade do que de qualidade, mesmo aqueles que em tempos escreviam para fanzines, desapareceram ou escrevem esporadicamente para algum jornal.
A irregularidade das editoras torna difícil qualquer projecto de divulgação, mas é estranho ver que existe poucos projectos, e que os poucos que existem dedicam mais tempo ao seu umbigo e preferências pessoais do que a uma tentativa de divulgar, reflectir e criticar o que existe em Portugal.