Avril Lavigne em Manga De Portimão para o Mundo
Fev 11

[Critíca originalmente publicada na Central Comics em 06.11.01]

A Filha do Caranguejo marca o regresso de Lacas aos álbuns após três anos de ausência, sendo o primeiro álbum em que acumula também a função de argumentista função na qual se safa quase sem nenhuma mácula.

A FILHA DO CARANGUEJO de Rui Lacas
Mesmo durante o festival do Sudueste, quando é inundada, por milhares de pessoas, há lago que se sente na Zambujeira do Mar – uma enorme traquilidade, serenidade, calma. O tempo não pára, só que não existe pressa, stress.Os acontecimentos sucedem-se a um ritmo, mais lento, mas estranhamente, mais natural. E é essa naturalidade que se sente n’ A FILHA DO CARANGUEJO, uma naturalidade desarmante, a estória vai-se desenrolando sem que nos demos conta até que os acontecimentos se precipitam para o trágico fim.

A Zambujeira, é tranquila serena, talvez seja por isso que o Personagem (de quem nunca sabemos o nome) abandona Lisboa e vai para lá. Uma paixão que acabou mal leva o Personagem para a Zambujeira, á procura de inspiração, de tusa (ou musa, porque é tudo o mesmo:). Por entre banhos e ganzas o personagen cruza-se com algumas personagens, algo estranhas, mas que o vão maracar, em especial a filha do Caranguejo que acaba por lhe dar mais do que ele esperava, e com ele se vai envolver demasiado, para seu mal (ou bem?)!

A FILHA DO CARANGUEJO, está escrito ocomo um diário, sendo em parte um diário, o diário do autor que não tem complexos em assumir que a estória é baseada em factos veridicos (quais, isso é que não importa saber) E não é só por estar dividido em capitulos, aos quais são dadas as datas dos dias em que a acção se desenrola que A FILHA DO CARANGUEJO se assemelha a um diário, é na propria arte, que o aspecto de diário se verifica, devido á utilização de excertos do caderno de esboços, fotografias e de textos literários referentes á altura e locais em que a estória se desenrolou. Se á partida a colagem poderia resultar num aspecto pouco coeso, o que se verifica é presisamente o contrário, sendo graficamentemente um obra muito coesa, onde os esboços ou fotografias, não estão a mais nem destoam das aguadas que caracteriam a maior parte do album.

Graficamente a obra está muito boa, Lacas demonstra um estilo próprio, depurado das inflências que se detectavam em trabalhos anteriores, o argumento que poderia ser o ponto fraco, também funciona bem com um pequeno senão, o final, é demasiado abrupto e acaba por deixar algumas coisas por esclarecer, sendo necessa´rio uma segunda leitura para se poder compreender o que se passou, uma pequena mancha num trabalho que de outro modo seria impecável, pois nos restantes aspectos não á nenhum defeito a apontar, o diálogos são bons, sem pretensões, nem simples, são diálogos bem escritos, que nos lembram pessoas de carne e osso (coisa nem sempre conseguida no panorama audiovisual nacional) e consegue enveolvernos com as personagens com as quais acabamos por nos preocupar, e cujo destino no afecta, sendo todo o álbum muito bem conseguido, com momentos de tristeza, felicidade, humor e drama, só peca mesmo pelo fim.

Título:A filha do Caranguejo
Autor: Rui Lacas
Colecção: Pontuário
Editora: Polvo (polvo@mail.pt)

One Response to “[rewind] A Filha do Caranguejo”

  1. jose cunha Says:

    bem,sobre o livro k tem um excelente argumento,e a notavel evolução do rui,é sem duvida um ponto de referncia em como a nona arte em portugal se encontra em melhor saude k nunca!agora k já é internacional devido ao seu trabalho,com premios em frança”obrigado patrão”kquanto a mim ñ é o seu melhor trabalho.sou por excelencia um fãn da bd nacional,e a qual a polvo se tem dignificado a divulgar,o k é pena é as outras editoras ñ o façam!! A coleção prontuario é sem duvida e sem precedentes a melhor na divulgação dos nossos artistas.assim já á muito k vos queria dar os PARABENS,e espero por mais!!!

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