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Fev 11

Aos seis anos, Marjane ia ser profeta. “Porque a nossa criada não comia connosco à mesa. Porque o meu pai tinha um Cadillac. E, sobretudo, porque a minha avó sofria muito dos joelhos.” À noite, conversava com o seu amigo Deus, um ancião afável. Deus deitava-a no colo e dizia: “Claro, luz celeste! Tu és a minha escolha, a minha última e melhor escolha.” Já na escola, não era tão fácil. Quando Marjane dizia “vou ser profeta”, os colegas desatavam a rir. Era uma escola mista, laica, francesa, em Teerão (Irão). Reinava Reza Pahlavi, o Xá.

…da entrevista com Marjane Satrapi, autora de Persépolis no Público.

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